sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

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Combatendo o lodo-carnaval


E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria. Atos 16.17

Não temos nada a celebrar nesta data de carnaval, nem podemos ficar diante da televisão olhando os desfiles que passam.

Não podemos nos intoxicar com esse vinho do carnaval, nem mesmo comentar que essa é a nossa cultura.

Há um desespero de viajar, de sair das cidades em busca destas celebrações, se gastam milhares de reais com passagens aéreas, com hotéis, com comidas, um verdadeiro desperdiço de dinheiro, tempo, saúde.

Centenas de famílias perdem seus seres queridos em acidentes do carnaval, estas famílias terão o resto das suas vidas marcadas com essa dor, tudo por causa das promoções carnavalescas, até do próprio governo.

Pessoas que gastaram o resto das suas economias para comprar um coroa de fantasia para dar cabidas as euforias nas avenidas, terminam comprando uma coroa de flores para sepultar os restos dos seus seres queridos.

Aparentemente o carnaval começa lúcido, mas depois de ingerir álcool, droga, e sensualidade as pessoas começam a perder o pudor e ficam desinibidos, se desvestem, se prostituem, se transformam e se contaminam.

Os demônios de se sentem à vontade para ativar toda a sua gama completa de orgias quebrando as barreiras inibição, do equilíbrio e da vida sadia.

Homens sentem prazer que suas mulheres sejam desejadas por outros, mesmo sendo dentro da família. Não importa se é cunhada, irmã, esposa ou tia, com a mascara de que é apenas uma folia.

Por trás das fantasias físicas estão às fantasias sexuais, de olhares impuros, gestos obscenos, que dizem que se divertem nos ritmo dos enredos.

O Brasil se corrompe se extravasa em luxuria com a autorização da religião, que promove 40 dias de jejum conhecido como quaresma. Quarenta dias de jejum antes da páscoa, pois querem ver o Cristo como Cordeiro, mas antes solta primeiro o leão carnívoro do chiqueiro.

Que tão corrompido é o ser humano, que tão baixo é o seu instinto, que tão vulgar é a sua apresentação, que tão idolatra é o seu culto ao corpo, não posso dizer beleza, pois não passa de uma profunda vileza.

O homem condena o canibalismo, condena o comunismo, condena ditatorialismo como o que esta acontecendo na Líbia. Defende tanto o meio ambiente, combate tanto a dengue, querem erradicar a pedofilia. Mas como? Se da à chave da cidade ao rei Momo?

Que engraçado por não dizer feroz: junto com belas imagens de praias, se coloca propagandas de cervejas e uma advertência besta: “se vai tomar não dirija”.

Fazem propagandas do cigarro e ao lado coloca: O ministério da saúde adverte: O cigarro é nocivo à saúde. Deveria escrever assim: Morra cinco minutos em cada cigarro fumado. Hoje você acende o cigarro, amanhã ele te apaga.

Não está Cristo no coração, se no pulmão ainda esta a fumaça. Não está Cristo na alma, se na memória está na saudade da folia.

Carnaval é canibalismo sensual, é isso que comem, é isso que expõe, é isso que ensinam. A própria etimologia designa: carnaval é o mesmo que carne vale, vale a carne.

Depois de tudo ninguém consegue eliminar a dengue, nem esvaziar os presídios. Depois de tudo a terra não suporta a chuva e os morros vêm abaixo, os crimes acontecem nas praças.

A bíblia faz um pronunciamento serio sobre a inteligência do homem em Romanos 1.22 Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.

Não estamos de acordo que os cristão façam uso do mesmo nome e do mesmo período para retiros. É um absurdo fazer um evento paralelo e chamar: carnaval de Jesus, e tocar Afroaxé Gospel baiano. Não sei qual vai ser o limite para esse tipo de festa carnal. Por geral os convertidos a Jesus tiveram um passado que incluía carnaval de rua ou de clubes e lá dançavam muito bem.

Com certeza que para pular para Jesus no carnaval gospel, teria que fazer uso desse antigo conhecimento, mover bem o corpo, e o ritmo tem que ser samba, cheio de erotismo, isso levará a mente do convertido ao passado, sentirá até falta.

Já é uma vergonha de alguns que dizem requebrar-se no espírito dentro das igrejas, como lembrando dos movimentos do candomblé. Minha irmã, as que mais fazem isso. Quero em nome de Jesus, te dizer duas coisas verdadeiras: Primeiro: isso é ridículo. Segundo: isso assusta aquele que tem mais cultura. Pare de fazer essas danças de pomba-gira.

Alguns dizem que tem que se fazer de louco para ganhar os loucos. Outros dizem que Davi matou o gigante Golias com a própria espada dele. Então querem participar do carnaval para salvar os que estão no carnaval.

Pode ser o nome do bloque gospel o mais genial possível, como existe o Cara de Leão e o Sal da Terra. Não impermeabilizam os propósitos de Deus, nessa infiltração de imoralidade.

É lodo-carnaval, sujo, contaminado, infeccioso, suas águas cheiram mal. Sai fora dele, seja
 pelo menos normal.                                                                                                                                  



O que é blasfêmia contra o Espírito Santo?


Conforme a popularidade de Jesus crescia, seus inimigos procuravam, desesperadamente, meios para explicar seus maravilhosos poderes. Finalmente, decidiram alegar que ele expulsava demônios pelo poder do próprio Satanás (Mateus 12:22-32; Marcos 3:22-30; Lucas 11:14-23). Jesus respondeu com três  os seguintes:

1. Satanás não atacaria a si mesmo, pois ninguém luta contra si mesmo.

2. Se eu expulso demônios por Satanás, como seus filhos os expelem?

3. Para roubar a casa de um homem forte, tem-se primeiro que amarrá-lo. Expulsando demônios, estou amarrando Satanás, de modo que eu possa cumprir minha missão de resgatar àqueles que Satanás mantém cativos. 

Sua advertência foi: "Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno." (Marcos 3:28-30). 

O que é este pecado imperdoável? Muitos trechos ensinam que é possível ir tão longe de Deus que não se pode retornar. Paulo adverte sobre consciências insensíveis (1 Timóteo 4:2). Hebreus fala de corações endurecidos (capítulo 3) e daqueles que não podem ser trazidos de volta ao arrependimento (capítulo 6). João fala daqueles cujos pecados levam à morte, uma vez que eles se recusam a se arrependerem e a confessá-los (1 João 5:16-17). O próprio Jesus fala do solo que foi pisoteado e compactado ao ponto em que nenhuma semente pode germinar (Lucas 8:5). Cada passo que damos afastando-nos de Deus aproxima-nos do ponto sem retorno. Podemos perder o poder moral para mudar e voltar ao Senhor.

O problema, naturalmente, não está na vontade de Deus de perdoar o pecador (Lucas 15; 2 Pedro 3:9). Deus alegremente aceita e perdoa a todos que se arrependem. O problema está em que alguns rejeitam cada tentativa de Deus para motivar o arrependi-mento. Depois que Jesus deixou a terra, o Espírito Santo veio para revelar a mensagem final da salvação. Para aqueles que a recusam e se voltam contra o Espírito Santo, Deus não tem nenhum outro plano. Não há outro sacri-fício pelo pecado (Hebreus 10:26-31). Aqueles cujo estado endurecido faz com que recusem o rogo final de Deus, nunca serão perdoados. Esta é a blasfêmia contra o Espírito Santo. Queira Deus conceder-nos corações tenros para prontamente responder à sua palavra.
                                                                                                                                                             
                                                                                                                                                                    
 

Deus Pode Usar Pessoas com Falhas
Para Cumprir Seus Planos?


Se é bem-sucedido, obviamente vem de Deus. Certo? Se traz benefício espiritual, não resta dúvida! É assim que muitas pessoas julgam pessoas e obras dos homens, imaginando que o fim justifique o meio, e até prove a aprovação de Deus das pessoas usadas para o bem dos outros. Deus pode usar pessoas com falhas para cumprir seus planos? Ele pode permitir que alguém sirva para ajudar outros, e ainda reprovar aquele mensageiro?

As aplicações deste raciocínio são muitas. Alguns justificam o adultério porque Davi era homem segundo o coração de Deus (Atos 13:22). Outros defendem práticas erradas nas igrejas (mulheres pregando, todo tipo de show musical, atividades de entretenimento, apelos materialistas, etc.) porque servem para encaminhar algumas pessoas para Cristo. Num mundo de marketing e comércio, não deve nos surpreender que o “lucro” no final da folha de balanço se torne o único medidor importante.

Mas o estudo da palavra deixa bem claro que o julgamento de Deus é outro. Ele frequentemente usa pessoas com falhas, e até atos errados destas pessoas, para cumprir seus planos. Jamais devemos distorcer este fato para justificar o erro. Considere:

Perez era filho de Judá e Tamar, e se tornou antepassado de Jesus (Mateus 1:3). Mas a relação deles envolvia promessas quebradas, engano e prostituição (veja Gênesis 38). Deus usou estas pessoas, mas não aprovou os pecados delas. A genealogia de Deus inclui adúlteros, assassinos, idólatras, etc. Deus usou pessoas com falhas para trazer Jesus ao mundo!

Deus pode usar o pecado do homem para cumprir seus planos, mas isso não justifica o erro. Os irmãos de José pecaram nas suas más intenções, mas Deus usou o erro deles para salvar uma nação (Gênesis 50:20). Judas pecou, mas Deus usou sua traição para um fim proveitoso (Mateus 26:24).Os judeus mataram Jesus, mas Deus usou este pecado para cumprir seus planos (Atos 3:13-19).

Se refletir um pouco, perceberá que Deus constantemente usa pessoas com falhas para cumprir seus propósitos, porque ele trabalha por meio de pessoas imperfeitas – como você e eu! Ele escolheu sacerdotes imperfeitos (Hebreus 7:23,27), apóstolos imperfeitos (2 Coríntios 4:7; Gálatas 2:11; Filipenses 3:12), etc.

O fato de alguém servir para pregar a verdade aos outros não significa que a própria pessoa necessariamente chegará ao céu (1 Coríntios 9:27). Cada um será julgado pelo reto Juiz (2 Coríntios 5:10; João 12:48).                                                
                                                                                                                                                                     

Doenças e Tragédias na Vida do Crente


       Doenças e Tragédias na Vida do Cristão. É Possível Explicar? 

"Pensais que aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, foram mais culpados do que todos os habitantes de Jerusalém? Não, eu vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis" (Lc 13.4-5).
       Jesus fez menção no passado de uma torre que havia caído e matado muitas pessoas. Era a torre de Siloé. Jesus queria nos mostrar que aqueles que morreram na torre não eram mais culpados do que os restantes dos habitantes de Jerusalém!
       A nossa mentalidade cristã precisa entender que o fato de acontecer algo ruim ou terrível para um cristão não indica que aquela pessoa estava "devendo" alguma coisa para Deus.
       Vivemos num mundo imperfeito, manchado pelo pecado, pelo ódio, pela maldade. Quantas crianças e pessoas inocentes morrem diariamente sem nunca terem cometido nenhum mal maior em suas vidas? Quantos cristãos autênticos, lavados pelo sangue do Cordeiro, justificados diante do Senhor, não morrem por esse mundo afora em guerras, desastres e tragédias?
       Precisamos parar de olhar para as pessoas que sofrem e achar que elas "estão assim" por culpa delas. Precisamos parar de olhar para as pessoas soropositivas e achar que é porque têm "culpa no cartório" ou olhar para o que tem câncer e deduzir que há algum "pecado não-confessado". Precisamos parar de concluir que o irmão que não "sobe na vida" é porque ele não dá o dízimo, e você "subiu" porque é um fiel dizimista.
       Essas explicações têm criado uma geração de crentes carregados de culpa que vivem procurando em sua vida "onde errei" para que tal coisa sucedesse comigo? O que pretendo demonstrar é que nem sempre os sofrimentos são resultantes de um erro nosso ou porque deixamos de fazer alguma coisa que devíamos ter feito.
       Não estou querendo aqui tirar as conseqüências da ação humana irrefletida e irresponsável, mas não podemos generalizar isso para todas as situações de dor e miséria. Nem sempre existe uma relação determinista de causa-efeito. Pastores morrem de desastres; missionários são acometidos das mais diversas doenças; crentes sinceros e de vida irrepreensível sofrem de diabetes, úlcera, problemas de coluna, artrite, deficiência renal....
       Não podemos inferir que desastres, tragédias ou doenças decorrem de uma culpa anterior. Nós cristãos não cremos em karma!
       Quando começamos a achar que tudo é decorrência determinista de nossos atos (bons ou maus) perdemos a consciência da graça de Deus. As benesses de Deus sobre nossa vida nem sempre encontram um servo merecedor. A benção pode vir sobre nós independente de nossos méritos. O sol nasce para os bons e para os maus, e a chuva cai sobre a fazenda do cristão e sobre a fazenda do ateu.
       É muito comum ver crentes testemunhar bençãos enfatizando seus méritos, seus jejuns, o quanto ele tem sido fiel, o quanto ele tem fé, o quanto a igreja que ele freqüenta é poderosa, etc. etc. Poucos, muito poucos, reconhecem que não merecem essas bênçãos e que se receberam foi unicamente pela graça de Deus.
       Isso faz-me lembrar a história do galo que gabava-se de todas as manhãs fazer o sol nascer porque antes do alvorecer ele subia no poleiro e cantava a plenos pulmões. E por anos e anos aquela comunidade cria que, de fato, o sol nascia porque aquele galo cantava ainda de madrugada para chamar o astro-rei. Até que um dia o famoso galo perdeu a hora, dormiu até tarde e..... o sol nasceu.
       Da mesma forma há muitos crentes que imaginam que é o seu fazer que vai determinar o presente e o futuro. Temos a nossa responsabilidade, é verdade, mas há os desígnios inescrutáveis que somos incapazes de compreender.
       É sempre bom lembrar que se não somos consumidos devemos isso exclusivamente às misericórdias de Deus e não por nossos méritos pessoais (Lm 3.22).
       É sempre bom lembrar que Deus não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniqüidades (Sl 103.10).
       É sempre bom lembrar que nossas justiças são como trapos de imundícia (Is 64.6 ) e não nos garantem nada!
       Hoje posso dizer que entendo o Pregador quando ele diz: "há justo que perece na sua justiça, e há perverso que prolonga os seus dias na perversidade" (Ecl 7.15).
       A nós resta a única atitude correta diante da vida, da dor e do sofrimento: depositar nossa confiança em Deus e descansar em sua Graça, mesmo não compreendendo as coisas que nos entristecem e nos fazem chorar.                                   
                                                                                                                                                                     
                                                                                    

O Fundo do Poço

Sl 121.1,2


O grande profeta Jeremias encontrava-se no fundo do poço—literalmente (Jr 38.6), Posso imaginar um dos seus grandes amigos, Baruque, em cima, gritando para o profeta, "Tenho boas notícias e más notícias para você...." "As más notícias são que você está no fundo do poço." ("Grande novidade...Você é demais, Baruque! Quais são as boas?") "As boas são, se você continuar cavando, só faltam 13.000 km até a Austrália!" 

No fundo do poço, há três possibilidades: 1) Rolar na lama 2) Cavar mais fundo 3) Olhar para cima!

Quando no fundo do poço, olhe para cima!  Não é para rolar em seus problemas, muito menos cavar neles, mas é hora de olhar para o Senhor.  
“Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará aquele que te guarda...O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita.” (Sl 121.1,2,4) 

"Na hora de maior desespero, espere no Senhor."                                                                      
                                                                                       

Acorda, "Crente"!

 
         A queda do homem criou um crise perpétua. Durará até que o pecado seja eliminado e Jesus Cristo reine sobre um mundo redimido e restaurado..
         Enquanto não chegar esse tempo, a Terra continuará sendo uma área em estado de calamidade e os seus habitantes viverão num estado de extraordinária emergência.
Os estadistas e os economistas em geral falam esperançosamente de "um retorno às condições normais", mas a verdade é que as condições nunca foram normais, desde quando a mulher viu"que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou-lhe do fruto e comeu, e deu também ao marido, e ele comeu".
         Não basta dizer que vivemos num estado de crise moral; é verdade, mas não é tudo. Para ilustrar, podemos dizer que a guerra é uma crise das relações internacionais, um rompimento da paz entre nações, mas isto é deixar muita coisa por dizer. Juntamente com esse rompimento vem a vastíssima destruição, a morte de incontáveis milhares de seres humanos, o desarraigamento de famílias, indescritível sofrimento mental e físico, desenfreada destruição da propriedade, fome, doença e mil e uma formas de misérias que brotam desses outros horrores e se alastram como o fogo por extensas porções da terra, afetando milhões de pessoas.
         Assim a queda do homem foi uma crise moral, mas afetou todas as partes da natureza humana - moral, intelectual, psicológica, espiritual e física. Todo o seu ser foi profundamente danificado; do seu coração o pecado transbordou para a sua vida inteira, afetando a sua relação com Deus, com os seus semelhantes, e com tudo e todos que o toquem.
          Há também firme razão bíblica para crrer que a natureza mesma, o mundo animal, a terra e até o universo astronômico - tudo sentiu o choque do pecado do homem e foi adversamente afetado por ele.
         Quando o Senhor Deus expulsou o homem do jardim situado na região oriental do Éden, e colocou ali querubins e uma espada flamejante para impedir o seu regresso, a catástrofe começou a crescer, e a história da humanidade é pouco mais que um registro do seu desenvolvimento.
         Não há muita precisão em dizer que quando os nossos primeiros pais fugiram da face de Deus, tornaram-se fugitivos e errantes na terra; e seguramente não é certo dizer que eles deixaram de ser objeto do amor e do cuidado dAquele que os criara e contra quem tinham se rebelado tão profundamente. Se eles não tivessem pecado, Deus cuidaria deles mediante a Sua presença; agora cuida deles por Sua providência, até que um povo resgatado e regenerado possa olhar outra vez para a Sua face.
         Os seres humanos estão perdidos mas não abandonados; é o que as Escrituras Sagradas ensinam e a Igreja foi comissionada para declarar. O viajante perdido em meio a uma tempestade de neve sabe que está perdido; a certeza de que um grupo de resgate está à sua procura é que impede que o seu conhecimento se transforme em desespero. Seus amigos talvez não o alcancem a tempo, mas a esperança de que o farão o capacita a continuar vivo quando a fome, o frio e o abatimento dizem que deve morrer.
         É só uma enchente ou um incêndio ferir uma região populosa, e nenhum cidadão fisicamente válido acha que tem direito de descansar enquanto não tiver feito o máximo para salvar quantos puder. Enquanto a morte rondar a casa grande da fazenda e o povoado, ninguém ousará repousar; este é o código aceito pelo qual vivemos. A emergência crítica de alguns torna-se uma emergência de todos, desde o mais alto oficial do governo até à tropa local de escoteiros. Enquanto a enchente mantém a sua fúria ou o fogo ruge, ninguém fala de "tempos normais".
         Em tempos de crises extraordinárias as medidas ordinárias não bastam. O mundo vive num tempo de crise assim. Somente os cristãos evangélicos (verdadeiros) estão em condições de resgatar os que perecem. Não nos atrevemos a sossegar e tentar viver como se as coisas fossem "normais". Nada é normal, enquanto o pecado, a concupiscência e a morte devoram o mundo, precipitando-se sobre uns e outros até ser destruída toda a população.
         Não dá para entender como é que pessoas que se dizem cristãs insistem em viver na crise como se não existisse crise. Dizem que servem a Jesus, mas dividem os seus dias de molde a deixar também bastante tempo para jogos e lazer, e para desfutar os prazeres carnais do mundo. Estão tranquilos enquanto o mundo arde em chamas; e podem dar muitas razões convincentes de sua conduta, chegando mesmo a citar a Bíblia, se os pressionamos um pouco. É tão fácil enganar e ser enganado. Mas quem pode enganar a Deus?
Acorda, "crente" !

A Fé e as Emoções


A espiritualidade não pode depender dos sentidos ou dos sentimentos.

Onde está o fundamento da nossa relação com Deus? O desânimo nos faz desistir da obra do Senhor? Adoramos apenas quando estamos alegres? Precisamos sentir um arrepio para saber que Deus está presente? 

Os sentidos físicos são fundamentais para a comunicação do homem com o mundo material. Por meio deles, o corpo transmite impressões à alma, produzindo emoções e sentimentos. Entretanto, tais faculdades físicas e psicológicas não são eficazes em relação ao mundo espiritual, tendo apenas uma participação secundária e eventual. Como disse Paulo, embora Deus não esteja longe de cada um de nós, não podemos localizá-lo por meio do tato (At.17.27). Também não somos capazes de ver o seu rosto.

É verdade que os sentidos são úteis porque através deles recebemos a palavra de Deus. “A fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” (Rm10.17). Uma vez gerada em nós, a fé passa a ser o fator dominante na nossa relação com o Senhor. O mais importante não é o que vemos ou o que sentimos, mas o que cremos com base na palavra de Deus. Está escrito: “O justo viverá pela fé” (Hab.2.4). 

Nossa vida não pode ser conduzida exclusivamente pelos sentidos físicos, pois eles estão sujeitos ao engano. O mal está por toda parte e, muitas vezes, se apresenta com boa aparência (II Cor.11.13-14). É o lobo com pele de cordeiro (Mt.7.15). Podemos comparar essa realidade àquele episódio, quando Jacó se cobriu com a pele de um animal para se fazer passar por seu irmão Esaú. Os sentidos físicos de Isaque foram enganados, principalmente porque um deles, a visão, já não funcionava (Gn.27).

No episódio da tentação, Eva ouviu a voz do Inimigo; ficou deslumbrada ao ver o fruto proibido e acabou tocando nele e comendo-o. Seus sentidos foram atraídos e dominados pelo mal (Gn.3).

Outro exemplo pode ser observado em I Samuel 16. O profeta ficou admirado com a aparência dos irmãos de Davi e, por pouco, não ungiu a pessoa errada. 

Concluímos que os sentidos físicos podem ser iludidos, levando a alma ao engano de emoções manipuladas. Constatamos isso, por exemplo, no poder dos filmes e novelas que provocam o riso, o choro, a simpatia e a ira diante de situações irreais.

Temos a tendência de viver dependendo daquilo que sentimos ou vemos. Quando estamos diante de algo com aparência grandiosa, ficamos impressionados e isso pode afetar indevidamente nossa espiritualidade. Por isso é que as imagens de ídolos e as grandes catedrais são tão importantes em algumas religiões. Em alguns casos, as chamadas artes sacras são usadas na tentativa de se preencher o vazio de uma doutrina mentirosa. Qualquer estátua que se fabrique, tendo qualidade artística, será facilmente aceita como objeto de culto, ainda que não represente uma pessoa real. Os discursos eloqüentes também podem exercer uma influência muito forte, mesmo que a sua mensagem seja uma heresia. A visão e a audição despertam nossas emoções e isso pode ser confundido com experiência espiritual.

A fé na palavra de Deus é a base sólida de uma espiritualidade sadia. 

Fé não é sentimento. É certeza, convicção. Por meio da dela, nosso espírito tem acesso a Deus e ao mundo espiritual.

Observemos a firmeza da fé nas palavras do apóstolo: “Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus...” (Rm.8.28). Paulo não disse: sentimos ou vemos, mas sabemos. É algo claro, concreto e inabalável. Se Deus disse algo, nós sabemos que isso é realidade. Não dependemos de sentir ou ver alguma coisa.

Quando Jó estava mergulhado em sua tribulação, ele disse: “Eu sei que o meu Redentor vive e que por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25). Se Jó fosse depender de seus sentidos e sentimentos, estaria perdido.

Jesus disse: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt.18.20). Sua palavra é o que nos basta. Se sentimos a sua presença, ele está entre nós. Se não sentimos, ele está também. Devemos crer porque ele prometeu. Como disse Paulo: “Andamos por fé e não por vista” (II Cor.5.7). Esse é um dos aspectos do “andar no espírito”, outra expressão paulina (Gál.5.16). 

Mesmo que a realidade exterior tente me convencer do contrário, eu devo permanecer firme pela fé. As circunstâncias podem ser adversas, mas a palavra de Deus permanece imutável. Se estivermos firmados nela, também seremos inabaláveis.

Outras palavras chegarão aos nossos ouvidos. Nossos sentidos serão assediados por muitas influências, mas nossa vida espiritual deverá estar fundamentada na fé que depositamos sobre a palavra de Deus. 

Emoções controladas pelo espírito.

Com tudo isso, não estamos desvalorizando as emoções humanas, mas apenas colocando-as nos seus devidos lugares. Vivendo pela fé, o Espírito Santo age em nosso espírito, que muitas vezes alcança nossa alma produzindo emoções. Um dos aspectos do fruto do espírito é a alegria (Gal.5.22). Esta não depende de estímulos externos, mas vem de dentro para fora, até mesmo em meio às tribulações.

Os sentimentos não podem ser ignorados, mas não podemos ser controlados por eles. Assim como os sentidos físicos, as emoções são importantes na experiência espiritual, mas não são determinantes. Quem vive movido por sentimentos será uma pessoa instável e sempre desconfiada em relação às coisas de Deus.

Nossa filiação divina, o perdão dos nossos pecados, a certeza de vida eterna e a posse dos nossos direitos espirituais não dependem daquilo que sentimos, mas da palavra de Deus, que é fiel e não pode mentir. Devemos encarar tudo isso como fatos espirituais consumados.

Nosso compromisso e fidelidade ao Senhor também não podem depender de sentimentos. Não seremos movidos pelo entusiasmo nem detidos pelo desânimo. Estamos determinados a continuar nosso trabalho até o fim. Emoções negativas podem ser ameaçadoras, mas iremos apresentá-las ao Senhor em oração para que ele as controle pelo seu Espírito.

Vivendo pela fé seremos firmes. “Os que confiam no Senhor são como os montes de Sião, que não se abalam, mas permanecem para sempre” (Salmo 125.1). 

Refretir

88 - A Pérola de Grande Preço                                  

O reino dos Céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; e tendo achado uma pérola de grande valor, vendeu tudo o que possuía, e a comprou. S. Mat. 13:45 e 46.

Algum tempo atrás, nas Filipinas, ocorreu a morte trágica de um jovem pescador de pérolas em uma das ilhas do Sul. O jovem filipino tinha apenas 18 anos de idade. Ele havia mergulhado no mar e, de alguma forma, uma ostra gigante fechou a concha sobre um dos pés do rapaz, que ali ficou preso até afogar-se. Quando o corpo dele e a ostra foram levados para a superfície, descobriu-se dentro da concha a maior pérola já encontrada. Indubitavelmente, foi vendida por um preço fabuloso, mas o seu preço deve ter sido calculado em mais do que dinheiro. Custou a vida de um jovem!

A pérola de grande valor em nosso texto representa a Cristo e Seu reino. A fim de adquiri-la, devemos entregar a própria vida. Jesus expôs essa verdade assim: "Se você se agarra à sua vida, você a perderá; mas se a desprezar por Mim, você a salvará." S. Mat. 10:39, A Bíblia Viva. Isso parece contraditório, mas na verdade não é. Jesus estava usando "vida" em dois sentidos: (1) Esta vida terrena, com seus prazeres, relacionamentos sociais e recompensas; e (2) a vida de felicidade por vir, que não terá fim.

Em outra ocasião, Jesus declarou: "E todo aquele que deixar o lar, irmãos, irmãs, o pai, a mãe, a esposa, os filhos, ou propriedades, para Me seguir, receberá cem vezes mais, e terá a vida eterna." S. Mat. 19:29, A Bíblia Viva. Marcos, em seu evangelho, ensina que mesmo nesta vida há vantagens em renunciar a prazeres, relações sociais e recompensas do mundo por amor a Cristo e Seu reino - paz de espírito e novos e melhores amigos, por exemplo. Mas a maior recompensa será viver com Jesus para sempre (ver S. Mar. 10:28 e 29).

Esteja disposto a renunciar a tudo, até a esta vida terrena se necessário for, em troca da Pérola de Grande Preço. Vale a pena!
De Volta Para o Futuro

Uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Filip. 3:13 e 14.


Os ideogramas chineses sempre me fascinaram. Enquanto estive preso no campo de concentração, o Dr. William Mather, um erudito que havia passado muitos anos como missionário na China, fez uma palestra a respeito. Declarou que a maneira como os antigos chineses usavam os caracteres yin e yang - as duas forças opostas - indica que eles estavam a par da eletricidade positiva e negativa, muito tempo antes de o Ocidente "descobrir" esse fenômeno. Também disse que os caracteres para significar "perigoso" e "oportunidade", quando usados juntos, significavam "crise". Em outras palavras, uma crise é uma "oportunidade perigosa". Um pensamento desafiador!

Para mim, entretanto, um dos mais fascinantes conceitos do povo chinês é de como eles concebem o futuro. Eles se vêem caminhando para o futuro de costas e olhando para o passado. Isso nos pode parecer estranho, mas faz muito sentido. O passado permanece no campo da visão. Podemos "vê-lo" mentalmente. Mas o futuro está oculto de nossa vista, como se na verdade estivesse atrás de nossas costas.

A idéia ocidental de futuro é diametralmente oposta daquela dos chineses. Falamos de "enfrentar" o futuro. Criado no mundo greco-romano, Paulo tinha obviamente o conceito ocidental de futuro quando falou em avançar para as coisas que diante dele estavam.
Mas talvez haja um ponto em que Oriente e Ocidente se encontram. Num discurso proferido em 1986, o Presidente Ronald Reagan usou a expressão "Voltar para o futuro". Com isso ele quis dizer que já nos demoramos muito no passado. É tempo de considerar as desconhecidas "oportunidades perigosas" diante de nós.

A cortina do tempo desce sobre mais um ano. Deus nos trouxe de novo para a terra do reinício. Seja o que for que o futuro nos reserve, que o nosso estudo de Sua Palavra no ano vindouro nos ajude a conhecê-Lo ainda melhor.

Prossiga em conhecer ao Senhor, adquirindo aquele conhecimento que significa vida eterna!
O Maior Evento de Todos os Tempos
Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. Gál. 4:4 e 5.
Nunca poderemos ter certeza quanto à data do nascimento de Jesus. O fato de que na Palestina é bem frio no final de dezembro, especialmente à noite, e de que os "pastores... viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite" (S. Luc. 2:8), sugere que foi numa estação mais quente do ano. Entretanto, como observa uma escritora cristã: "Embora não saibamos o dia exato do nascimento de Jesus, honramos o sagrado evento." - Ellen G. White, Review and Herald, 17 de dezembro de 1889.

O verdadeiro espírito do Natal pede entrada no mais profundo santuário da alma e aguarda nosso convite para que entre. O espírito do Natal pode estar ao nosso redor, mas também podemos isolar-nos da cálida corrente de amor que celebra o evento.

O espírito da natividade veio naquele primeiro dia de Natal somente para os que estavam preparados para receber o Redentor do mundo. Embora os sacerdotes de Jerusalém professassem estar aguardando o Messias, foi para os expectantes pastores dos campos de Belém que os anjos anunciaram o nascimento do Salvador.

O pretensioso palácio de Herodes ficava ali perto, mas foi numa humilde manjedoura que o santo Bebê nasceu de uma jovem mãe - "porque não havia lugar para eles na hospedaria". S. Luc. 2:7. Havia muitos grandes e sábios homens segundo o mundo em Roma, no Ocidente, mas foi para homens sábios do Oriente, cujo coração procurava Aquele que nasceria Rei dos judeus, que a estrela apareceu.

A Encarnação é a maior lição objetiva sobre o amor que a mente de sabedoria infinita poderia conceber. Ao dar-nos o Seu Filho unigênito, Deus deu à humanidade todos os tesouros do Universo enfaixados numa trouxinha de vida. Embora o nascimento de nosso Senhor há quase dois mil anos tenha sido o maior evento de todos os tempos, a sua essência, o seu significado e espírito estarão perdidos se Cristo não nascer em nós.
Um Tomado, Outro Deixado
Então dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro; duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra. Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor. S. Mat. 24:40-42.
Na noite de 14 para 15 de abril de 1912, o navio da companhia White Star, SS Titanic, com mais de 2.000 passageiros a bordo, atingiu um "iceberg" e afundou, causando a perda de 1.517 vidas. Quando a notícia do naufrágio chegou à Inglaterra, a cena fora do escritório da companhia foi indescritível. Familiares dos passageiros do malfadado transatlântico congestionaram a rua na frente da entrada principal, e o trânsito parou.

Em ambos os lados da entrada, foram pendurados dois grandes cartazes. Acima de um deles, em enormes letras maiúsculas, estava impresso: RESGATE CONFIRMADO. Acima do outro, com letras igualmente grandes: MORTE CONFIRMADA. De tempos em tempos, vinha um funcionário da companhia trazendo uma faixa de cartolina com o nome de mais um dos passageiros.

Um silêncio mortal abateu-se sobre a multidão enquanto observava, com as emoções à flor da pele, para ver sob qual cartaz seria colocado o nome. Seria afixado entre os salvos ou entre os perdidos? No final, o nome de cada passageiro estaria num grupo ou no outro - ou salvo, ou perdido!

No caso do Titanic, é possível que muitos que foram alistados como "perdidos" estejam finalmente salvos no reino de Deus, e muitos que apareceram na lista dos resgatados com vida, se percam; não é a primeira morte que necessariamente determina o destino final de uma pessoa (ver Heb. 9:27). É o juízo que faz essa classificação, e essa classificação é eterna - irrevogável! Não haverá segunda oportunidade. Este é um solene pensamento.

Sendo esse o caso, "que vidas santas e piedosas nós devemos viver!" II S. Ped. 3:11 (A Bíblia Viva). Hoje é o "dia da salvação", o "tempo da oportunidade". II Cor. 6:2. Amanhã poderá ser tarde demais.
Visitantes Reais

Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a Minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo. Apoc. 3:20.
Num dia do início do século vinte, ao entardecer, Eduardo VII da Inglaterra estava caminhando no campo com a rainha, quando ela torceu o pé e machucou seriamente o tornozelo. Sentindo muita dor, ela ficou mancando com bastante dificuldade, apoiada no ombro do esposo. Já estava escuro quando chegaram a uma cabana e o rei bateu à porta.

- Quem é? - perguntou uma voz de homem lá de dentro.

- Eduardo, seu rei - respondeu o monarca.

- Pare com essa besteira! - gritou o zangado morador, acrescentando:

- Vá embora!

O rei continuou batendo. Finalmente o homem exigiu:

- Quem está aí e o que deseja?

- Repito: sou Eduardo, o rei. Por favor, deixe-me entrar!

- Vou ensiná-lo a não atormentar um homem que está querendo
dormir! - rugiu o morador, levantando-se da cama.

Abrindo bruscamente a porta, descobriu, para seu grande embaraço, que era mesmo o rei. Desculpando-se profusamente, convidou o casal real a entrar e providenciou ajuda imediata.

Anos mais tarde, ao relatar o incidente, o homem observou: "E pensar que quase o mandei embora sem abrir a porta!"

Há dois mil anos, os pais de outro Rei bateram à porta de uma hospedaria e pediram acomodação. Quando o albergueiro foi atendê-los, viu que a senhora estava na fase final da gravidez. Pelo menos, poderia ter oferecido a eles o seu próprio quarto, naquela emergência. Em vez disso, ofereceu-lhes o estábulo, e lá Jesus nasceu.

Hoje, neste exato momento, o Rei que um dia foi bebê em Belém, e que agora é seu Amigo celestial, está junto à porta de seu coração, batendo. Pede entrada. Anseia entrar e conviver com você, do mesmo modo como deseja que você comungue com Ele e aprenda a conhecê-Lo melhor.

"Eis que estou à porta, e bato" - diz o Rei de amor. Alguém teria coragem de mandá-Lo
embora?                                                       
                                                                             
A Letra Mata!                                                    
   Recebi este estudo em meu e-mail e me solicitaram que eu tecesse alguns comentários. Creio que publicar este estudo e os meus comentários posteriores será edificante, pois mostra claramente como o literalismo bíblico pode nos levar a conclusões que vão contra a vontade de Deus. E como o intelectualismo sem a inspiração do Espírito pode nos inchar.
Os erros do autor do artigo podem ocorrer com cada um de nós, pois quando nos rendemos aos nossos quereres passamos a ter como deus o nosso ventre e distorcemos o evangelho e a Palavra, para que diga aquilo que faça cócegas aos nossos ouvidos.
Todos nós precisamos ter cuidado com essas armadilhas.
Que a leitura lhe seja abençoadora.
Abaixo, o artigo:

Se é pecado a poligamia... por que Deus não revelou isso aos seus servos do passado e não os condenou?
 MONOGAMIA - E – POLIGAMIA
Nesse assunto, vemos no mínimo o silêncio bíblico e, portanto o do próprio Deus, no sentido de ordens, determinações, ou mesmo proibições, em relação à BIGAMIA ou POLIGAMIA, que se tornaram um “bicho papão” para as diversas denominações religiosas,  influenciando o poder público no sentido de criar leis que estabeleçam a MONOGAMIA, como o único caminho correto. Pelo contrário, temos poucos países no mundo moderno, que reconhecem e oficializam mais de um casamento para o homem.
Contrário a essa tendência hodierna, vemos na Bíblia, a normatização quando um homem tivesse mais de uma esposa;
A)    – “Se lhe tomar outra, não diminuirá o mantimento, o vestido e a obrigação marital”  (que pode ser entendido como: Sexual).........Êxodo 21:7 a 10;
B)     – “Quando o homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem despreza e o primogênito for da desprezada, ... ao filho da desprezada reconhecerá por primogênito”...................................................     Deuteronômio 21:15 a 17
(Veja que aqui regulamente o direito do primogênito, mas não proíbe 2 mulheres).
Analisemos vários exemplos de homens que tiveram mais de uma esposa, todos registrados na Bíblia;
1 – ABRAÃO: Teve Sara e Agar, e também concubinas.......Gên. 16 e 25:6
Se Deus conversava com Abraão, porque nunca o corrigiu nisso?
2 – JACÓ/ISRAEL: Casa com Lea, depois com Raquel, e toma suas servas como concubinas (Gênesis 35:22) e Deus continuou se comunicando com ele, conforme lemos em Gênesis 31:3, 32:1 e 46:3 e 4.
Se Deus se comunicava direto com Jacó, porque nunca o repreendeu pela POLIGAMIA?
3 – Moises casou com outra (Além de Zípora com quem tinha dois filhos, conforme Êxodo 2:21 e 22), com a mulher cusita, conforme Números 12.
Se Deus falava com Moises cara a cara, conforme o capítulo 12 de Números, porque no incidente da rebelião de Arão e Mirian, não repreendeu Moisés, mas só seus irmãos que o estavam criticando?
4 - Salomão: Este foi sem dúvida alguma, o campeão em número de mulheres entre esposas e concubinas, que totalizavam 1.000. Seu erro foi o número de mulheres?
Respondemos: Conforme os relatos em I Reis 11:1 a 13, e II Reis 23:13,  vemos que seu pecado pelo qual foi advertido por Deus, foi a “IDOLATRIA” e não a poligamia.
5 – Davi, pai de Salomão, rei de Israel – o “HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO de DEUS”, quando reinou em hebrom, tinha seis (6) esposas, conforme encontramos em II Samuel 3:14, mais Mical, filha de Saul, e quando mudou seu governo para Jerusalém, teve mais mulheres e concubinas,  conforme    os relatos encontrados, em II Samuel 5:13 e II Samuel 11, mais   Bate Seba,  a mulher de Urias.
Perguntamos: A advertência que ele recebeu de Deus através   do   profeta Natã foi pela poligamia?
Respondemos: NÂO. – Foi advertido pelo adultério com Bate-Seba e o assassinato de Urias, marido dela.
**    Podemos ser argüido então: Mas a partir da segunda esposa ele já não estava vivendo em ADULTÉRIO ? Então O QUE É ADULTÉRIO? Não é manter relações sexuais com uma mulher com a qual não é casado, ou com outra mulher além da esposa ?  
Respondemos: A Bíblia nos responde, com Levítico 20:10, e Jeremias 29:23.
CONCLUSÃO: Adultério para o Homem é manter relações com mulher de outro homem (casada, portanto); Adultério para a mulher, é quando é casada, e se relaciona com outro homem (além de seu marido).
A) – Porque Deus incluiu o mandamento “Não terás mais de uma esposas?
B) – Porque Deus não advertiu; Abraão, Jacó, Moisés, Davi, Salomão, Gideão, e outros, que eram bígamos ou polígamos, com os quais Ele se comunicava diretamente ou por profetas?
OBS. 3 – Porque o ponto alto em todo o Velho Testamento, foi o de advertência quanto à IDOLATRIA, e não a Poligamia?
SUPER OBSERVAÇÃO: Porque Paulo estabelece a MONOGAMIA, como condições para os líderes religiosos (bispos e diáconos)?
RESPOSTA: Sem sombra de dúvida, era porque os membros praticavam... Caso fosse como é hoje, nem seriam aceitos como membros...
Que Deus sempre nos ilumine e guarde, até à volta de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo em glória.
Irmão '@@@@'

Resposta:
O tal artigo é eivado de equívocos. Centrado na Torah, nas leis e costumes judaicos e não nos princípios bíblicos. É equivocado em seu entendimento de que se não está explícito na Torah, então não é pecado. Ora, se assim o for, a pedofilia não é pecado e o consumo de drogas pesadas não é pecado. Deste modo também, a mulher pode cobiçar o marido da próxima, pois na Torah a proibição de cobiça sexual é restrita aos homens.
O autor questiona porque os polígamos como Abraão, Jacó, Davi e Salomão, entre outros, não foram censurados por Deus e faz do silêncio sinônimo de aprovação. Na sua ânsia por exemplos cita até Moisés como bígamo, coisa que jamais ficou clara no texto bíblico, a mulher cusita pode ter sido tomada depois do falecimento de Zípora.
O fato do silêncio bíblico jamais significou aprovação de Deus. Se assim o fosse o repúdio à esposa teria aprovação de Deus, pois está regulamentado na Torah. A escravidão não seria pecado, pois também está prescrita na Torah e nem Jesus, nem os escritos de Paulo a condenam diretamente.
Ora, tal coisa é absurda e totalmente destituída do espírito do evangelho. Se o autor do estudo deseja seguir a Torah e regrar sua vida por ela, deveria circuncidar-se e tornar-se judeu!
O cristão deve se guiar por Cristo, onde não há leis e sim princípios, ética e amor ao próximo.
Deste modo, é cristão um homem possuir mais de uma mulher? É digno para um homem que se diz cristão ter mulheres como quem coleciona objetos?
Qual é o princípio bíblico?
Deus fez Adão e quantas “Evas”?
Se o ideal bíblico fosse a poligamia, costelas era o que não faltariam!
“Portanto, deixará o homem pai e mãe e unir-se-á a sua mulher e serão uma só carne”. Unir-se-á à sua mulher, apenas uma, não é unir-se-á “às suas mulheres e serão uma só carne em grupo de três, quatro, cinco”. No evangelho segundo Mateus 19:5-6, Jesus deixa isto claro, “já não são mais dois, mas uma só carne”. Dois, não três ou quatro, formando uma só carne.
Ele continua seu festival de equívocos quando pega os escritos de Paulo a Timóteo (I Timóteo 3:1-7) para fazer ilações falaciosas. Segundo o autor do artigo, Paulo estabelece a monogamia como condição para os líderes religiosos porque os membros da igreja praticavam a poligamia, insinuando com isso que a poligamia não era censurada na igreja primitiva.
Ora, isto é uma falácia!
Primeiro porque se a poligamia fosse praticada sem censura, porque limitar a liderança apenas aos monogâmicos? O que o polígamos têm que os desqualifique ao ministério, senão o ato não cristão de possuir mais de uma esposa?
Segundo. Se o fato de Paulo recomendar que o líder seja monogâmico mostra que a poligamia era praticada sem culpa pela igreja primitiva, então, podemos afirmar também que a desonestidade, a cobiça, o espancamento, a avareza, entre outros, eram praticados pela igreja primitiva sem culpa, pois Paulo recomenda também que os líderes sejam honestos, não cobiçosos, não espancadores e não avarentos. É só ler o texto.
Como se não bastasse os argumentos acima para desqualificar este estudo, ainda temos a questão ética e o amor ao próximo.
Quanto à ética cristã, questionamos que dignidade humana uma mulher que divide seu homem com quantas ele desejar, enquanto ela tem de ser somente dele, pode ter?
Que princípio de justiça é este?
Se Deus não faz acepção de pessoas, que tipo de distinção é essa em que um se anula e o outro pode dar vazão aos seus instintos livremente?
Amar o próximo é fazer com ele o que você gostaria que fizessem com você. E algum homem gostaria que sua esposa pudesse ter quantos homens quisesse na cama, enquanto ele só pudesse ter a ela?
Não há como entender isto como sendo cristão. Aliás, de cristão este estudo só tem as citações bíblicas, mais nada. Todas as suas conclusões são equivocadas e mostram mais do caráter de quem o escreveu do que da Palavra de Deus que ele presume compreender.
Fico extremamente triste quando vejo cristão que esquecem que o nosso foco é Cristo e se prendem à letra que mata. Não podemos esquecer que a chave para todo entendimento da Palavra é Jesus, Ele é o centro da nossa fé. Se não apontar para Jesus, se não testificar Dele, qualquer estudo sobre a Bíblia torna-se apenas mais um tratado religioso destituído de graça e de verdade. Pois só com Jesus vieram a Graça e a Verdade (Jo 1:17).
Como sempre digo a Bíblia é Palavra de Deus, mas também espelho do homem. Assim como sou, assim interpretarei a Bíblia. Quando esta distorção se respalda em capacidade intelectual e a simpatia pelo pecado, aí a coisa pode tomar contornos melancólicos, como é o caso deste estudo.
Que o Senhor tenha misericórdia de nós.                                                                          
                                                                                                                                          
REFLEXÕES : Sonhos                                         
  É possível afirmar com plena convicção que não há sequer um ser humano que viva sobre a face da Terra sem cultivar algum sonho em seu coração. Esta é uma afirmação irrefutável: Todos nós temos sonhos! Claro, há diferentes dimensões e maneiras para se classificar sonhos, mas isso não muda o fato de que os temos e sempre os teremos. Há quem tenha sonhos grandiosos, quase devaneios, outros têm sonhos mais simplórios, e há, até mesmo, aqueles que supostamente já desistiram de sonhar. O tamanho dos sonhos que podemos gerar em nosso coração está intimamente ligado às percepções de mundo a que fomos submetidos durante o período de formação da nossa personalidade.
Quero, na verdade, falar sobre sonhos no sentido de projetos de vida, anseios de alma que nutrimos, muitas vezes, por toda nossa existência consciente, mas que, quem sabe, ainda não tenhamos alcançado. Durante a nossa jornada neste mundo é inevitável pensarmos, muitas vezes, que talvez jamais consigamos alcançar nossos sonhos. Quando nos sobrevêm estes pensamentos, é comum refletirmos sobre a viabilidade daquilo que traçamos como ideal de vida e, não raro, abandonamos nossos projetos por julgá-los grandes demais pra nós, assim como fazemos com a vaga na fila do caixa que demora mais do que nossa paciência nos permite perseverar.
Segundo a psicologia moderna, os primeiros anos de vida de uma pessoa são decisivos para a gênese de sua futura personalidade. Quando ainda éramos bem pequenos, mesmo que não tivéssemos ciência disto, éramos como pequenas esponjinhas absorvendo e armazenando todas as informações que recebíamos do mundo externo para, mais tarde, novamente externarmos tudo aquilo que formou em nós uma maneira de ver e lidar com o mundo e, claro, de lidar com o mundo que não vemos. Só parafraseando, é exatamente por isso que ouvimos tantas pessoas afirmar que não crêem na existência de Deus, mesmo não possuindo nenhum argumento que defenda sua tese, pois, possivelmente, elas foram submetidas ao ceticismo por seus educadores quando sua personalidade ainda estava em formação.
A verdade é que Deus só pode fazer grandes planos se eles envolverem pessoas que tenham estrutura para sonhar grandes sonhos, mas isso não é fácil de encontrar. Ele escolheu a nós, criação Sua, para sermos a executiva de Seus planos aqui neste mundo físico. Como diz a Bíblia, é impossível uma videira dar figos ou uma figueira dar olivas, por isso também é impossível alguém que não tem grandes perspectivas de vida alcançar grandes posições na vida. É esta condição interior do ser humano que define o campo de ação de Deus em sua vida.
Para entendermos a magnitude dessa realidade aos olhos de Deus e à luz da Bíblia, usaremos um dos maiores exemplos históricos do que é ser alguém que não viu e não impôs limites para o sonhar de Deus na vida do homem. Este alguém é José, filho Jacó.
O versículo 3 do capítulo 37 do livro de Gênesis, nos mostra de onde veio o fundamento, a base sólida do caráter visionário de José: “E Jacó amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice”. A Palavra de Deus mostra que José foi concebido e criado com muito amor. O amor e a aceitação dos pais são o alicerce para a construção de uma auto-imanem sadia. Portanto, este versículo 3 é a prova de que a psicologia moderna é correta ao afirmar que o caráter e a visão de mundo de um indivíduo são determinados por seus tutores, ainda nos primeiros anos de vida.
A base de amor incondicional e fé dada a José por seus pais, permitiu a Deus sonhar grandes sonhos em sua vida, desde que ele era um garoto. A Bíblia nos conta em Gênesis 37:5 que, quando ainda era muito jovem, certa noite José teve um sonho. Ao acordar, perplexo e ignorante sobre seu significado, cometeu o primeiro erro que jamais devemos cometer com nossos sonhos: contou para toda a sua família o que tinha sonhado. A Bíblia relata em Gênesis 37:8 que seus irmãos, que já nutriam certo desafeto por ele ser o predileto de seu pai (37:4), foram tomados pela inveja e insegurança que o significado daquele sonho pudesse representar. Este é o erro mais básico e imaturo que jamais devemos cometer! Se quisermos trazer nossos sonhos à realidade algum dia, temos que aprender este primeiro princípio: Devemos guardá-los SEMPRE só para nós mesmos.
José não sabia deste importante princípio por talvez não ter tido ninguém que o ensinasse, ou nenhum caso precedente que o admoestasse a respeito. Fato é que nós, hoje, temos este ensinamento com a vida do próprio José, que pagou um altíssimo preço por causa deste erro capital. Como se não bastasse, José persistiu nesse erro.
O garoto sonhador (como era chamado por seus irmãos) teve então um segundo sonho, relatado em Gênesis 37:9-11. Mesmo que José não entendesse o significado, Deus já mostrava que tinha algo grandioso escrito para sua vida. Ele podia não entender, mas certamente sentia que aqueles não eram sonhos convencionais e sem importância como os tantos outros que já havia tido. Justamente por isso, em sua lúdica inocência foi procurar esclarecimento com aqueles que, supostamente, o amavam: seus próprios irmãos. O resultado de seu inocente ato? Ser lançado em uma cova e ser vendido como escravo por seus próprios irmãos! Aqui aprendemos nosso importante segundo princípio: Muitas vezes nossos maiores inimigos estão dentro da nossa própria casa!
Quantas vezes somos surpreendidos por aquele parente que tanto estimamos falando mal por nossas costas? Ou aquele colega de trabalho que achávamos uma pessoa super bacana, fazendo intriga com nosso chefe pra tentar tomar nosso lugar? Ou pior, mas infelizmente mais ainda comum, aquele irmãozinho “benção” da igreja que tenta malignamente nos difamar só pra sermos afastados do ministério e, então, ele tenha o caminho livre pra ser “consagrado” em nosso lugar?
Em todos os casos citados acima vemos os irmãos de José que podemos ter em nossa vida. Justamente por isso, somos obrigados a não esquecer jamais este segundo princípio, pois na maioria das vezes não temos como saber quem, dos que estão a nossa volta, é Ruben e quem é Judá.
Entre os capítulo 37 e 40 de Gênesis vemos que a história da vida de José foi de profundo sofrimento e injustiça, mas não de amargura e desilusão. Vemos um jovem traído, humilhado, vilipendiado, injustiçado e difamado, mas jamais vimos um José amargurado, violento, maldizente e desiludido. Deus tinha grandíssimos sonhos com a vida daquele rapaz e que, por sua vez, não deixara de crer e sonhar que sua sorte iria mudar mesmo, passando por tudo o que passou. Aqui aprendemos nosso, não menos importante, terceiro e último princípio: Quem tiver grandes sonhos para realizar, se prepare para enfrentar grandes batalhas sem retroceder!
De onde vinha a força de José para continuar lutando? Como ele conseguia não murmurar diante de toda a sua desgraça? Em que esse jovem se agarrava pra não perder a fé de que Deus ainda olhava por ele? Quantos de nós suportaríamos um décimo do que suportou José sem sequer abrir a boca pra questionar a Deus o porquê de tudo aquilo? A diferença entre a vida José e a de muitos de nós é, justamente, a semente que foi plantada durante a constituição de seu caráter ou de sua fé, aquilo que tiver ocorrido primeiro.
A vida deste homem é realmente intrigante. Ainda muito jovem, foi lançado fora como um saco de roupas velhas que sua própria parentela não queria mais. Foi vendido como escravo a um povo e uma terra muito distantes da sua. Por ter aprendido a não abrir mão de seus sonhos, agiu como um nobre, sofrendo injustiças sem ousar defender-se a si mesmo. De um momento a outro, sem sequer imaginar, foi elevado ao trono, ao segundo posto mais alto da nação onde servia como escravo!
O Senhor Jesus nos disse que para entrarmos no Reino dos Céus deveríamos ser como crianças. Sabe o que Ele quis dizer com isso? Crianças têm a faculdade de aprender o que queira a vontade de seu educador. Crianças não sabem o que é desilusão. Crianças desconhecem limites para sonhar. Crianças têm fé e não duvidam que coisa alguma seja possível.
Você tem algum grande sonho em sua vida e acha impossível alcançar? Lembre-se sempre de José! Caso ache um exemplo muito remoto mudemos, então, José por nosso atual presidente, Luis Inácio Lula da Silva: de um simples operário assalariado, oriundo de uma família muito humilde, a presidente da República, o posto mais importante de uma nação presidencialista. Claro que isso não aconteceu da noite para o dia, tampouco aconteceu sem sangue, suor e, por que não, muitas lágrimas, mas este é o preço a ser pago por quem almeja grandes coisas, tanto na vida secular, quanto na vida com Deus. Eu tenho certeza que ele jamais deixou de acreditar em seus sonhos, mesmo quando teve um de seus dedos amputados por um acidente de trabalho.
Alguém ou alguma situação em sua vida conseguiu amputar os seus sonhos? Torne-se como criança outra vez e volte a acreditar que é TUDO é possível, como o próprio Senhor Jesus disse: “Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê.” (Marcos 9:23).
Que a Paz e os Sonhos de Deus sejam reais sobre nossas vidas                                            
                                                                                                                                               

REFLEXÕES : Aos Pés do Farol                    
       Paz e bem,


Fui buscar meu filho no hospital. Ele teve uma reação alérgica e os médicos acharam por bem mantê-lo em observação. Enquanto aguardava, resolvi dar uma volta para refletir. Fui até o Farol da Barra, um dos cartões postais aqui de Salvador. É uma belíssima construção que data do século XVII, mais precisamente 1627, visava defender a cidade do ataque de piratas, muito comum àquela época. De lá do farol se observa o mais belo pôr-do-sol de Salvador, no verão, baianos e turistas se reúnem ao final da tarde para apreciar este espetáculo da natureza.
Bem, como eu estava dizendo, eu fui ao farol dar uma volta; desci a escarpa que o circunda e fiquei junto ao mar, apreciando o espetáculo das ondas batendo nas pedras aos pés do farol. Eu sou muito tocado pela visão do mar. Em momentos de luta interior, quando tenho necessidade de estar só com Deus, tenho o hábito de pegar o carro e ir circundando as praias de Salvador. São cerca de vinte quilômetros à beira mar ao final dos quais invariavelmente encontro-me renovado pelo Espírito. São momentos preciosos de intimidade com o meu Senhor.
Ali aos pés do farol, vendo as ondas batendo contra as pedras me dei conta que antes de eu e você existirmos, de o farol ter sido construído; antes do primeiro habitante humano desta terra, talvez até mesmo antes de o Senhor soprar do fôlego da vida nas narinas de Adão, essas ondas já se chocavam contra as pedras. E mesmo depois que nós nos formos, estas ondas continuarão seguindo este ritual de arremessarem-se contra as rochas
Refletir sobre isto me dá um pouco da dimensão de como nossa vida é como uma nuvem que se esvai e que este período que passamos de angústias, lutas, dores, decepções, tristezas, alegrias e vitórias é um átimo diante da eternidade que nos espera.
Nós nos angustiamos, sofremos, guardamos rancor, ressentimentos, por tantas coisas que se formos ver bem, não valem o desgaste, pois a vida nesta terra é apenas uma neblina que se dissipa, um sopro frente à eternidade, e é nesta eternidade que iremos estar diante Dele.
Ao final de tudo o que fará diferença em minha existência nesta caminhada neste mundo que perece é saber onde depositei a minha confiança, meu amor e meus caminhos. O quanto me deixei levar por este amor de Deus em Cristo e me permiti amar, perdoar e servir ao meu irmão de caminhada.
A Palavra diz que você foi eleito antes da fundação do mundo, ou seja, mesmo antes de essas águas começarem a se chocar nestas pedras o Senhor já te amava, e mesmo depois do dia em que elas pararem o Senhor continuará a te amar. E é em Jesus que este amor se torna concreto, é na cruz que este amor ganha a eternidade.
Esta misericórdia de Deus nos acompanha onde quer que nós estejamos, e por mais que a vida nos maltrate, Ele estará conosco, ainda mais constante do que as águas que batem nas pedras aos pés do farol.
Entregue seus caminho ao Senhor, confie Nele e o mais Ele fará” (Sl 37:5)                                         
                                                                                                                                                                     
REFLEXÕES : Minha Única Esperança                         
 Se tivéssemos plena consciência do nível de santidade que Jesus exige, veríamos que é impossível alguém se salvar através de obras de justiça. Se tivéssemos coragem de encarar os mandamentos de Jesus em suas conseqüências mais profundas, veríamos que não há outra saída a não ser nos refugiar debaixo da cruz. Se a salvação for conquistada apenas pela obediência aos mandamentos santos todos nós estamos irremediavelmente condenados.
Jesus ensina que devemos amar até mesmo nossos inimigos; que devemos dar a outra face quando somos esbofeteados; prega que devemos abrir mão de nossos confortos e levar uma vida modesta para que o que sobrar distribuamos com os pobres. Fala que o ódio é homicídio e um olhar mais insinuante já é adultério. Ele ensina que divórcio só tem um motivo, a dureza de nossos corações, o que nos leva a ver que para o crente perdão e reconciliação sempre será o único caminho que agrada a Deus, mesmo quando acontece a maior das ofensas. Se não perdoarmos aqueles que nos agridem, tampouco seremos dignos do perdão do Pai.
Para Jesus perdão não é este que cobra preço e que nos coloca sempre com um pé atrás em relação ao outro. Ele fala de perdão mesmo, perdão igual ao de Deus que se doa por inteiro, mesmo após todas as ofensas que diariamente fazemos contra Ele e contra Sua santidade.
Você conhece alguém que viva isso? Veja bem, não estou falando de quem tenta, estou falando de quem efetivamente vive estas verdades. E isto é apenas uma amostra! Pois mesmo que alguém cumpra qualquer mandamento, se o fizer por sentimento de obrigação, de constrangimento, de barganha, de autopromoção, de medo, ou qualquer outra motivação que não seja o amor, de nada vale, pois qualquer mandamento se não tiver amor nada serve.
Mas acontece que somos tendenciosos à justiça própria. Como não podemos alcançar este padrão de santidade determinado por Cristo, tentamos abrandar a dureza do seu discurso. Para satisfazer os nossos anseios de ser, de alguma forma, dignos da salvação ou da atenção especial de Deus, nós nos satisfazemos em caminhar na periferia dos mandamentos. Por isso consideramos que quem foi ofendido e não guarda ódio ou amargura no coração já pode dizer que perdoou; se ajudarmos algumas pessoas já podemos colocar na conta de nosso amor ao próximo; vamos à igreja aos domingos e chamamos isto de fidelidade; se somos dízimimista já podemos considerar como consagração... Andamos em conformidade com o que achamos possível ou desejoso para nós e chamamos isto de santificação e, à semelhança de Adã e Eva, tentamos esconder com as folhas de figueira da nossa santidade rasa a vergonha da nossa nudez ante o Senhor
Assim vamos enganando a nós mesmos, crendo que nossa “santidade” acomodada e burguesa, fortemente calcada nas questões sexuais é o que nos recomenda perante o Deus Santo. Valorizamos como ápice de santidade o celibato para os solteiros, a fidelidade conjugal para os casados e a heterossexualidade para todos. Ao mesmo tempo em que somos lenientes com outros pecados tão ou mais graves. Mas Jesus não fala de “esforço bem intencionado”, como se bastasse tentarmos “fazer o nosso melhor” para com isto alcançarmos o favor de Deus. Em todas as passagens bíblicas em que se coloca como juiz Ele separa aqueles que cumprem daqueles não cumprem os mandamentos, simples assim.
Por viver este engano de que nossas obras valem alguma coisa além de serem trapos de imundícia é que vivemos esta santidade mentirosa baseada em não toque, não prove, não manipule que até possuem aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade e disciplina do corpo, mas que não tem valor algum, a não ser para a satisfação da carne, como Paulo denuncia em sua epístola aos Colossenses 2:20-23.
É muito mais fácil determinarmos que roupa vestir, quais palavras são proibidas ou quais comportamentos sexuais são aceitos. É mais simples conhecer a hierarquia dos demônios, fazer cultos festivos e tomar posse das bênçãos. Por outro lado, é muito mais difícil e complicado amar ao próximo como a nós mesmos, perdoar setenta vezes sete, amar nossos inimigos, caminhar a segunda milha, dar a outra face, nos doar aos necessitados e encararmos a nós mesmos e nossas contradições, ambigüidade e hipocrisias sabendo que, mesmo se cumpríssemos tudo isto, ainda assim seríamos servos inúteis que não teriam feito nada além do que aquilo que lhes foi ordenado.
Analisando todas as implicações, com o coração aberto e sem máscaras, só podemos chegar a uma conclusão: é impossível cumprir todos os mandamentos de Jesus na plenitude que Ele exige. Precisamos nos ver como somos. E a verdade é que perante Deus todos nós somos miseráveis, pobres e nus. A diferença é que muitos além de miseráveis, pobres e nus, ainda por cima não se enxergam.
Só quando nos vemos com os olhos santos de Deus, sem justificativas, sem desculpas, sem vestes da mentira,  é que percebemos que estamos irremediavelmente condenados, todos nós, seja pela lei de Moisés, seja pelos mandamentos de Jesus que são ainda mais profundos e exigentes que a própria lei.
Quando eu me enxerguei como sou, percebi que não há esperança que não seja a graça de Deus que se entregou na cruz em Cristo. Não há caminho que não seja me entregar, depor meu orgulho espiritual e entender que o único caminho é confiar, sem méritos, sem obras, apenas crendo em um Deus misericordioso que se fez homem apenas para que a minha injustiça fosse feita justiça perante Ele.