sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Sermoes biblicos

RIQUEZAS QUE NÃO ACRESCENTAM DORES

ESBOÇO 421
TEMA: RIQUEZAS QUE NÃO ACRESCENTAM DORES 
“A bênção do SENHOR é que enriquece, e não acrescenta dores.” (Pv 10.22).


Há muitas riquezas que o ser humano contrai, e muitas delas não provêm de Deus por serem mal adquiridas. Entretanto, essas opulências acrescentam problemas e dores, mas as bênçãos do Senhor não são assim. Por isso vale mais o pouco que o justo tem, do que as riquezas de muitos ímpios (Sl 37.16).


Riquezas materiais
Elas não trazem felicidade, mas perturbações e angústias. O medo de perdê-las inquieta os homens, e as aspirações de querer mais não os deixa dormir. A sua busca, incessantemente, pode levar o indivíduo à tentação para pecar e fazê-lo cair na desgraça (I Tm 6.9,10,17). Não podemos dizer que não é normal o indivíduo adquirir bens materiais: casas, terras, carros, ou seja, gerar patrimônios para a sua posteridade, porque também isso é Dom de Deus, no entanto devemos ser cautelosos (Ec 5.19).


A busca desordenada pelas riquezas tem levado (a) muitos a adquirirem riquezas e fama; em contrapartida, essas coisas mal adquiridas terminam em tragédias. “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviam da fé e se transpassam a si mesmos com muitas dores” (I Tm 6.10, Ec 5.10). “A riqueza adquirida às pressas diminuirá, mas quem ajunta pouco a pouco terá aumento” (Pv 13.11). Esses desejos intensos de ter levam o indivíduo a esquecer que, antes do ter é ser. Devemos ter ciência que a nossa existência vale mais do que qualquer outra coisa. Jesus mostrou aos discípulos que eles eram mais valiosos que as coisas; os discípulos naquele momento não pensavam que seriam tão importantes (Mt 6.19-34). Existem coisas mais relevantes do que as riquezas. Jesus mostrou ao moço rico que a salvação estava acima de tudo (Lc 18.22,23). “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas” (Lc 18.24,25).


A Prosperidade 
As pessoas desejam que os seus bens sejam multiplicados, no entanto devemos pensar o seguinte: “Quando os bens se multiplicam, também se multiplicam os que deles comem. Que mais proveito tem aos seus donos do que os ver com os seus olhos?” (Ec 5.11). Mesmo assim os seus donos sentem prazer em tê-los. Quando os bens se multiplicam muitas vezes não se sabe a razão. “Semeou Isaque naquela terra e, no mesmo ano recolheu cem vezes mais, porque o Senhor o abençoava.” (Gn 26.12-14). Deus é quem conduz o homem à prosperidade, quando este lhe dá lugar (Gn 26.2;39.2,3; Js 1.8;I Cr 22.13;Dt 29.9; Sl 1.2,3). O segredo de toda prosperidade foi a obediência de Isaque. Por essa razão muitos ficam preocupados com o desenvolvimento de algumas pessoas e dizem: Como pode ser isso?


Nem sempre a prosperidade está relacionada ao dinheiro e bens materiais. Existem pessoas que nada têm, entretanto são ricas, outros são ricos, porém pobres (2 Co 6.10; Tg 2.5). A riqueza interior “caráter” e espiritual são as maiores. Outra coisa que necessitamos saber é que a pobreza nem sempre está relacionada ao pecado e maldição. Jesus, dono de tudo, se fez pobre (Mt 8.20). Em um jantar em Betânia em casa de Lázaro, Jesus viu alguém com uma falsa piedade pelos pobres e disse: Porque os pobres sempre tendes convosco (Jo 12.8). O Senhor fez todas as coisas para determinados fins, fez tanto o rico, quanto o pobre (Pv 22.2). Os ricos devem ter muito cuidado para não oprimir o pobre, pois o Senhor defenderá a sua causa (Pv 22.22, 23), os ricos que assim procedem receberão a justa condenação (Tg 5.1-7).


A bênção divina traz prazeres e júbilos em vez de tristeza. Citamos anteriormente que as bênçãos espirituais são grandes riquezas de Deus para seus filhos. Muitos servos de Deus partiram, e materialmente nada tinham, no entanto foram consolados. Temos uma parábola importante a qual envolve relacionamento entre o pobre e um rico, nele o rico desprezava o pobre, e Deus não se agradou das atitudes daquele rico e deixou-lhe fora do paraíso divino, enquanto Lázaro gozava no seio de Abraão (Lc 16.19-31; Mt 5.4). Pobreza não é maldição, mas circunstâncias, Jesus não desprezou nenhum deles. “Levantando ele os olhos para os seus discípulos, disse: Bem-aventurados vós, os pobres, pois vosso é o Reino de Deus” (Lc 6:20). Os pobres na esfera divina são valiosos. “Ouvi, meus amados irmãos: Porventura, não escolheu Deus aos que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam?” (Tg 2:5).


“Digo aos ricos deste mundo tratem os pobres com dignidade, e aos ricos de espírito enriqueçam os pobres”


DEIXANDO AS COISAS DE MENINO

ESBOÇO 420 
TEMA: DEIXANDO AS COISAS DE MENINO
“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.” (I Co 13.11).


As atitudes de criança não devem prevalecer até a fase adulta, inclusive as meninices, principalmente no sentido espiritual, no qual devemos crescer na graça e no conhecimento de Deus, para termos uma base sólida. É essencial buscar um aperfeiçoamento progressivo na vida material e espiritual. O Apóstolo Paulo, no texto em foco, faz uso da figura de uma criança apresentando seus sentimentos e atitudes, para nos mostrar a necessidade do crescimento cristão.
I. Imaturidade
A imaturidade gera instabilidade em todos os sentidos da vida. Paulo conclama os cristãos para uma verdade espiritual: deixar as coisas de menino para se aperfeiçoarem no conhecimento de Cristo e na edificação do corpo (Ef 4.14; I Co 14.20; Hb 13.9). Os imaturos não estão habilitados a enfrentarem as dificuldades da vida, e defenderem a verdade, por isso todos os cuidados devem ser tomados para que os cristãos sejam levados a um crescimento saudável, capazes de discernirem as coisas. Embora os crentes daquela época houvessem sido ensinados há tanto tempo, eles ainda não haviam desenvolvido fundamentalmente a sua fé, nem tido o conhecimento necessário para que eles pudessem ensinar a outros (Hb 5.12-14). Por eles serem tão frágeis espiritualmente, precisavam aprender os primeiros rudimentos, comparado ao leite falado por Paulo, e não o alimento sólido. As crianças preferem a emoção, enquanto os adultos preferem a instrução, entretanto devemos entender que não existe lugar para imaturidade constante na vida do cristão (I Co 14.20). 
Os discípulos eram imaturos para compreender as verdades espirituais, por isso, Jesus utilizava-se de parábolas. Eles demonstraram imaturidade desejando alcançar algo que não lhes pertencia. No entanto, Jesus tomou uma criança, pôs no meio deles e mostrou-lhes a quem deveriam ser semelhantes. “É muito fácil perdermos nossa perspectiva eterna e competirmos para alcançar promoções ou posições na igreja. Mas é difícil nos identificarmos com as “crianças”, pessoas fracas e dependentes, sem qualquer status ou influência.” (Mt 18.3,4).
II. Maturidade
A maturidade gera estabilidade, ela se desenvolve no crente através do alimento sólido da palavra de Deus; somente assim o cristão terá a capacidade de enfrentar as dificuldades vividas no evangelho. Paulo enfatiza que os crentes de Corinto deveriam estar firmes e constantes, sempre abundantes e certos das recompensas divinas, pois, essa certeza gera estabilidade (I Co 15.58). É uma maneira de enfrentar quaisquer obstáculos sem retroceder (I Pe 3.14). Paulo também escreveu aos Romanos a respeito da sua firmeza no evangelho, dizendo: “Quem nos separará do amor de Cristo? a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Rm 8.35-39). Esses exemplos apenas confirmam o que ele havia falado anteriormente (At 21.10-13; 20.24). “Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele.” (Fp 1.29).


Considerações finais
É importante manter a estrutura espiritual, de forma que venhamos banir a imaturidade em nossas vidas. Paulo foi enfático em suas pregações, e nós devemos receber e tomar como exemplo tais instruções, compreendendo que dentro do contexto espiritual devemos desenvolver todas as nossas tarefas na obra de Deus, sem, contudo usar de meninices ou sermos incoerentes aos ensinamentos de Cristo (2 Pe 3.18). 
Pr. Elis Clementino, Itapissuma/PE

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